Homem usava identidade falsa, vivia no país havia cinco anos e seguia dando ordens ao Primeiro Grupo Catarinense no Brasil

Foto: divulgação

Apontado como criminoso de alta periculosidade, Maykon De Souza vivia no Paraguai havia aproximadamente cinco anos, período em que utilizava um documento de identidade paraguaio falso para permanecer no país. Mesmo fora do Brasil, ele continuava exercendo influência direta sobre sua organização criminosa, repassando instruções e orientações para integrantes em território brasileiro.

De acordo com informações oficiais, De Souza não possui processos judiciais em andamento no Paraguai. Por esse motivo, a retirada do brasileiro do país ocorreu por meio de expulsão administrativa, conduzida pelo Departamento de Imigração paraguaio, e não por decisão judicial.

As investigações indicam que Maykon De Souza mantinha vínculos com o Primeiro Grupo Catarinense, conhecido como PGC. A facção criminosa surgiu por volta do ano 2000, no estado de Santa Catarina, após uma cisão interna com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Desde então, o PGC passou a atuar de forma independente, consolidando forte presença no Sul do Brasil.

Considerado um grupo estruturado e violento, o PGC tem histórico de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e disputas territoriais. A atuação de De Souza, mesmo fora do país, reforça o grau de organização da facção e a capacidade de comando à distância.

As forças de segurança brasileiras acompanham o caso e seguem monitorando possíveis desdobramentos, destacando a importância da cooperação internacional no combate ao crime organizado que atua além das fronteiras nacionais.

Fonte: Portal da Cidade