Após pressão da categoria, gestão mantém currículo atual e anuncia alterações graduais; classe segue em estado de greve e cobra piso salarial.
foto: Izabelle Ferrari/Sinprefi
A gestão municipal recuou, ao menos temporariamente, da proposta de alterar a matriz curricular do ensino fundamental e manteve, para 2026, o mesmo modelo adotado no ano passado. O passo atrás é resultado da pressão de professores e professoras, que realizam protesto na Prefeitura de Foz do Iguaçu, em frente ao gabinete de Joaquim Silva e Luna, nesta terça-feira, 3, a partir das 11h30.
Na frente do gabinete, a classe irá reforçar a discordância com mudanças sem planejamento e condições básicas, além de cobrar o pagamento do Piso Salarial Nacional, em vigor desde janeiro, fixado em mais de R$ 5,1 mil. Os educadores também querem a liberação de direitos atrasados, represados durante a pandemia e já autorizados em nível federal.
O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) avalia a medida como uma vitória parcial da categoria. A Normativa de Distribuição de Turmas, divulgada na sexta-feira (30), não trouxe alterações no currículo, apesar do anúncio feito no fim de 2025. Segundo a presidente do sindicato, Viviane Dotto, mudanças dessa magnitude exigem diálogo, planejamento e respeito aos trâmites legais.
Apesar do recuo na matriz curricular, permanece o impasse em torno do pagamento do piso, que passou por reajuste de 5,4% em 2026 para a jornada de 40 horas semanais. A prefeitura segue pagando o valor como “completivo”, sem incorporação ao salário-base, o que a categoria considera ilegal e prejudicial à carreira.
A mobilização nesta terça-feira integra o estado de greve mantido desde o fim do ano passado. Novas atividades nas escolas estão previstas a partir de quarta-feira, 4, e uma assembleia geral foi agendada para 13 de fevereiro. Caso não haja avanços nas negociações, a categoria não descarta greve geral.
Fonte: H2Foz